30.1.08
Fanfarronice da bola
Deve-se levar em conta, em prol dos jogadores, não só as questões de altitude, mas as de temperatura, umidade, ambiente, entre outras. Se deve-se preservar a saúde, façamos-a sem privilégios.
Deve-se levar em conta, em prol dos jogadores, não só as questões de altitude, mas as de temperatura, umidade, ambiente, entre outras. Se deve-se preservar a saúde, façamos-a sem privilégios.
Sinto-me impelido em falar sobre Farc e Hugo Cháves. Mas o assunto já cansou. Alguém tem dúvida de que o ditador venezuelano é um “fanfarrão”, como está na moda se dizer? E que as Farcs são milícias terroristas que devem ser tratadas como tal?
Futebol verdadeiramente é um microuniverso social. E disso, ninguém duvida. Já pude escrever algumas coisas em meu sítio (www.professorrafaelporcari.hpgvip.com.br), mas cada vez mais temos através do nobre esporte bretão, a sensação dos diversos reflexos pessoais. E um deles, muito curioso, é o dos nomes inusitados dos atletas. Como o futebol permite a inclusão de pessoas das mais diversas origens e culturas na busca de oportunidade de ascensão social, imagina-se a formação humilde de cada um, e os sonhos de seus progenitores. Na última semana, tive o prazer de arbitrar a disputada partida entre Santacruzense X Nacional, válida pela rodada de abertura da série A3 do Campeonato Paulista. Cada time tinha um Maxwel da Silva (um era Pereira, outro Ferreira). O destaque foi o bom jogador Uóchito (que homenageia Washington). Lembro-me do virtuoso jogador da Portuguesa, com breve passagem no São Paulo, apelidado de Capitão, cujo nome verdadeiro é Oliúde (em lembrança à Hollywood). Também não se deve esquecer do jogador Valdisney (à Walt Disney), ou do atacante sub20 de uma equipe que jogou na Copa São Paulo chamado (vamos com calma) Antonov Polovisk Lurskovisk da Silva – vulgo Bilú! Ainda bem que vingou o apelido de Bilú, pois o danado é bom de bola. Já imaginou para os narradores?
Em tempo, o jogador Capitão deu o seu nome para o herdeiro: Oliúde Jr. Gosto não se discute. Aliás, já deve ter gente, ao ler esse post, comentando o meu próprio nome… Mas que Porcaria, hein!
Não quero parecer retrógrado, demagogo ou patético. Mas me causa muita angústia a discussão radical entre Igreja e Estado sobre o uso da camisinha. Ambos possuem posições firmes e polêmicas. Às vezes, ambos têm razão e ao mesmo tempo não têm. E, sem querer apimentar a discussão, mas opinando em relação a esta situação, algumas ponderações devem ser feitas.
Inicialmente, todos sabemos dos cuidados devidos na prevenção contra essa mortal síndrome que é a Aids. Ponto que não se discute. A forma de prevenção é o ponto. Em recente visita ao Hospital Israelita Albert Einstein, centro médico de excelência maior, encontrei alguns folders que bem retratam o que penso. Lá, orientações para evitar o contágio com o vírus HIV. E a única forma de prevenção segura é a abstinência sexual ou as relações sexuais com parceiro fixo após exames. A camisa-de-Vênus (desenterrei este termo), ou simplesmente camisinha ou preservativo, por possuírem ressalvas (como defeito de fabricação ou mau uso), foi qualificada pelo HIAE como ação de baixo risco. Reforçando, baixo risco significa que existe risco.
Se olharmos com uma visão mais religiosa, não só a Igreja Católica, mas outras Igrejas Cristãs, o Judaísmo e demais profissões de fé, teremos a percepção que a fidelidade ao esposo / esposa é o sexo seguro adequado, evitando uma vulgarização do ato sexual e da dependência do amor físico, carnal. Se olharmos pelo lado estatal, a crise da saúde e os novos costumes levam à necessidade da adoção do incentivo ao preservativo.
O certo é que a visão de muitos é a de, partindo do ponto de vista que a camisinha é eficaz contra o contágio do vírus, tudo pode-se, tudo permite-se, transformando o que alguns pregam como liberdade sexual em libertinagem, enfurecendo os mais conservadores. Talvez a culpa seja do ministro Temporão, ao aceitar tranqüilamente o slogan: bom de cama é quem é bom na camisinha. O duplo sentido pode levar a outras interpretações menos puritanas, as quais tornam o preservativo masculino uma ferramenta de discórdia.
A interpretação do árbitro é maior subjetividade do futebol atual. Sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim. Mas sei que torna o futebol mais gostoso, “vendável” e popular.
Aos remanescentes, fôlego renovado para mais uma jornada que se iniciará em breve! Estaremos embalados por algumas disciplinas importantes e prazerosas. Em especial, Gerenciamento das Pequenas e Médias Empresas e Gestão Empreendedora, cujo material está sendo preparado com carinho e o conteúdo está muito bom (atualizadíssimo e didático). Assim que terminá-lo, encaminharei por e-mail ou por fotocópia.
Na última semana, o ator da Rede Globo Fábio Assunção foi manchete nos principais noticiários do país, graças ao seu envolvimento com drogas.
Passado alguns dias, sinto-me mais a vontade para tecer algum comentário, já que poderia me sentir influenciado pelo senso comum de reprovação anunciado pela mídia. E, na verdade, percebo que todas as condenações realizadas são justas.
Todos merecem perdão e possibilidade de recuperação. Mas algumas coisas ficaram mal esclarecidas. Uma delas é o fato do ator ser pego comprando 30 gramas de cocaína, e a legislação dizer que acima de 5 gramas, ele não é considerado usuário, mas traficante. Por que então foi liberado?
Um bom advogado, que deve ter sido o caso, argumentou que ali o ator era apenas uma testemunha. Então tá bom! O cara está com um traficante em seu apartamento, com dinheiro na mão, negociando a droga, e isso não se configura compra de drogas…
Talvez a distinção entre usuário e traficante esteja sendo nociva para a sociedade. Se a punição fosse igual, pensaria-se mais vezes antes de tais atos. Quem compra drogas, financia o crime e é tão bandido como quem vende.
Imagine o desespero dos familiares do ator, que foram os autores da denúncia de que Fábio Assunção estava comprando narcóticos naquele momento. Tentam recuperar o ente querido, que não consegue se livrar de tal mal.
Particularmente, meu sentimento é um misto de piedade pela situação (alguém que descontrolou-se pelo uso contínuo – vício - de drogas) , e ao mesmo tempo de repulsa (já que todos nós sabemos que drogas fazem mal não só à saúde, mas à sociedade). Penso que este caso deveria ser explorado como exemplo para os jovens. Se ele é um ator e se deu bem na vida usando drogas (como pensam alguns), imagine àqueles de raciocínio mais fraco?
Sugestão- já que a Globo o confirmou como um dos protagonistas da próxima novela das 8, que tal um papel que mostre alguém bem sucedido se perdendo nas drogas, e posteriormente revendo seu comportamento e buscando a recuperação? Seria uma ação social interessante para todos, principalmente para a reflexão do ator.
A alegria de qualquer torcida de futebol de um pequeno clube, sem dúvida, é a de ver seu time jogar contra uma grande equipe no seu estádio. Entretanto, não dá para entender o que aconteceu com o charmoso Campeonato Carioca. Tudo bem que, se é um estadual, deveria ser Campeonato Fluminense, pois carioca se refere só à capital. Mas se o campeonato se permite à participação do interior, porque os grandes só jogam em casa?
O Flamengo e o Fluminense só jogarão no Maracanã, o Vasco da Gama no São Januário e o Botafogo no Engenhão. Quer dizer que o recém-promovido Macaé, por exemplo, só receberá times pequenos em seu estádio. Nenhum dos grandes jogará fora dos grandes estádios cariocas!!!!
Imagine um Paulistão onde os grandes times não vão ao interior paulista. Os caçulas Mirassol e Rio Preto, exemplificando, não teriam a oportunidade de jogar, diante da sua torcida, contra os favoritos.
Que loucura! E o problema que a maioria dos envolvidos estão aceitando isso passivamente. Tem graça assim? A lógica será de que os 4 grandes façam as semifinais. Sem esse tipo de tabela, também seria uma lógica. Mas desse jeito, não é uma “covardia” aos pequenos?
Voltarei a escrever o mais rápido possível. Abraços.